Comissário Carlos Moedas considera a Interecycling “um exemplo daquilo que queremos para a Europa de futuro”

<strong>Comissário Carlos Moedas considera a Interecycling “um exemplo daquilo que queremos para a Europa de futuro”</strong>

Comissário Carlos Moedas considera a Interecycling “um exemplo daquilo que queremos para a Europa de futuro”

A Interecycling recebeu o comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação Carlos Moedas no dia 4 de abril no âmbito da sexta edição do Roteiro da Ciência. Estiveram também presentes o Secretário de Estado do Ambiente, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro e os presidentes das Câmaras de Tondela e Viseu.

Segundo a Comissão Europeia esta iniciativa destina-se a divulgar a “excelência da ciência e da inovação que se produz em Portugal”.

Para Carlos Moedas, a escolha do distrito de Viseu prende-se com o facto de este possuir “uma forte componente industrial em transformação para a era digital, capacidade para atrair o investimento nacional e estrangeiro, criação de emprego qualificado recorrendo às instituições de ensino locais e aposta na inovação.

“Dentro das prioridades que temos hoje dentro da Comissão Europeia a economia circular é uma delas, o que quer dizer que temos de reduzir a quantidade de resíduos que hoje produzimos”, referiu o Carlos Moedas, no final de uma visita à Interecycling.

Segundo o Comissário, existe já o objetivo de até 2030 reciclar 65% daquilo que são os lixos municipais dentro dos países da União Europeia.


“Não podemos apenas continuar a produzir e a ter mais lixo. Temos de utilizar esse lixo para construir outros produtos e assim criar uma economia que não cria resíduos”, sublinhou.

Salientando que a Europa é o líder neste sector, o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação destacou que a economia circular “é um grande diferenciador para criar emprego, conseguir ser melhor do que os outros, mas sobretudo na própria economia”.

Carlos Moedas referiu ainda que a reciclagem do plástico que existe nos mares é também um dos objetivos europeus. “Não podemos continuar a atirar mais lixo para os oceanos, que é fundamentalmente de plástico, temos de ser capazes de retirar esse lixo, reciclá-lo, utilizá-lo para outros produtos e conseguir ter uma economia que não produza mais um continente de resíduos”, referiu.

O comissário português adiantou que o programa de ciência da Comissão Europeia tem mais de 650 milhões para o sector da economia circular, mas que dentro dos fundos estruturais foram canalizados 5,5 mil milhões de euros para esta área.

O comissário destacou a Interecycling “como o exemplo daquilo que queremos para a Europa de futuro, que é passar de uma economia linear para uma economia circular, utilizando o lixo para criar outros produtos”, enfatizou Carlos Moedas.

A empresa fatura 3,7 milhões de euros e é o maior projeto de reciclagem da Península Ibérica, exportando 35% da sua produção.

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